Mês: outubro 2010

Casamento

Aos casados há muito tempo, aos que não casaram, aos que vão casar, aos que acabaram de casar, aos que pensam em se separar, aos que acabaram de se separar, aos que pensam em voltar… Por mais que o poder e o dinheiro tenham conquistado uma ótima posição no ranking das virtudes, o amor ainda lidera com folga. Tudo o que todos querem é amar. Encontrar alguém que faça bater forte o coração e justifique loucuras. Que nos faça entrar em transe, cair de quatro, babar na gravata. Que nos faça revirar os olhos, rir à toa, cantarolar dentro de um ônibus lotado. Tem algum médico aí??? Depois que acaba esta paixão retumbante, sobra o que? O amor. Mas não o amor mistificado, que muitos julgam ter o poder de fazer levitar. O que sobra é o amor que todos conhecemos, o sentimento que temos por mãe, pai, irmão, filho. É tudo o mesmo amor, só que entre homem/mulher (amantes) existe sexo. Não existem vários tipos de amor, assim como não existem três tipos de saudades, quatro de ódio, seis espécies de inveja. O amor é único, como qualquer sentimento, seja ele destinado a familiares, ao cônjuge ou a Deus. A diferença é que, como entre marido e mulher não há laços de sangue, a sedução tem que ser ininterrupta. Por não haver nenhuma garantia de durabilidade, qualquer alteração...

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Evolução

  Autor desconhecido DÉCADA DE 30: Ele, de terno cinza e chapéu Panamá, em frente à vila onde ela mora, canta: “Tu és, divina e graciosa, estátua majestosa! Do amor por Deus esculturada. És formada com o ardor da alma da mais linda flor, de mais altivo olor, que na vida é preferida pelo beija-flor…” DÉCADA DE 40: Ele ajeita seu relógio Pateck Philip na algibeira, escreve para a Rádio Nacional e manda oferecer a ela uma linda música: “A deusa da minha rua, Tem olhos onde a lua Costuma se embriagar. Nos seus olhos eu suponho Que o sol num dourado sonho Vai claridade buscar…” DÉCADA DE 50: Ele pede ao cantor da boate que ofereça a ela a interpretação de uma bela bossa: “Olha que coisa mais linda mais cheia de graça É ela menina que vem e que passa, no doce balanço a caminho do mar. Moça do corpo dourado, do sol de Ipanema, O teu balançado é mais que um poema É a coisa mais linda que eu já vi passar…” DÉCADA DE 60: Ele aparece na casa dela com um comp acto simples embaixo do braço, ajeita a calça Lee e coloca na vitrola uma música papo firme: “Nem mesmo o céu, nem as estrelas, nem mesmo o mar e o infinito, Não é maior que o meu amor, nem mais bonito. Me desespero...

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As escolhas de uma vida

Por Marta Medeiros. A certa altura do filme Crimes e Pecados, o personagem interpretado por Woody Allen diz: ” Nós somos a soma das nossas decisões “. Essa frase acomodou-se na minha massa cinzenta e de lá nunca mais saiu. Compartilho do ceticismo de Allen: a gente é o que a gente escolhe ser. O destino pouco tem a ver com isso, até porque nós temos nosso livre arbítrio. Desde pequenos aprendemos que, ao fazer uma opção, estamos descartando outra, e de opção em opção vamos tecendo essa teia que se convencionou chamar ” minha vida “. Não é tarefa fácil. No momento em que se escolhe ser médico, se está abrindo mão de ser piloto de avião. Ao optar pela vida de atriz, será quase impossível conciliar com a arquitetura. Se for a psicologia que se almeja, pouco tempo sobrará para fazer o curso de odontologia. Não se pode ter tudo. No amor, a mesma coisa: namora-se um, outro, e mais outro, num excitante vai e vém de romances. Até que chega um momento em que é preciso decidir entre passar o resto da vida sem compromisso formal ou com alguém, apenas vivenciando amores e deixando-os ir embora quando se findam, ou casar, e através do casamento fundar uma microempresa, com direito a casa própria, orçamento doméstico e responsabilidades. As duas opções têm seus prós e contras: viver...

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Quando me amei de verdade

Kim McMillen Quando me amei de verdade, pude compreender que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa. Então pude relaxar. Quando me amei de verdade, pude perceber que o sofrimento emocional é um sinal de que estou indo contra a minha verdade. Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento. Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma coisa ou alguém que ainda não está preparado – inclusive eu mesma. Quando me amei de verdade, comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável. Isso quer dizer: pessoas, tarefas, crenças e – qualquer coisa que me pusesse pra baixo. Minha razão chamou isso de egoísmo. Mas hoje eu sei que é amor-próprio. Quando me amei de verdade, deixei de temer meu tempo livre e desisti de fazer planos. Hoje faço o que acho certo e no meu próprio ritmo. Como isso é bom! Quando me amei de verdade, desisti de querer ter sempre razão, e com isso errei muito menos vezes. Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de me preocupar com o futuro. Isso me mantém no presente, que é onde a vida acontece. Quando me amei de verdade, percebi que a...

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Resiliência

Autor desconhecido As Ciências Humanas estão sempre tomando emprestado das Exatas, termos e conceitos. A última novidade vem da Física e atende pelo nome de resiliência. Significa resistência ao choque ou a propriedade pela qual a energia potencial armazenada em um corpo deformado é devolvida quando cessa a tensão incidente sobre o mesmo. Em Humanas, a resiliência passou a designar a capacidade de se resistir flexivelmente à adversidade, utilizando-a para o desenvolvimento pessoal, profissional e social. Traduzindo isso através de um dito popular, é fazer de cada limão, ou seja, de cada contrariedade que a vida nos apresenta, uma limonada, saborosa, refrescante e agradável. Não adianta brigar com problemas. É preciso enfrentá-los para não ser destruído por eles, resolvendo-os. E rapidamente, de maneira certa ou errada. Problemas são como bebês, só crescem se forem alimentados. Muitos deles resolvem-se por si mesmos. Mas quando você os soluciona de forma inadequada eles voltam, dão-lhe uma rasteira e, aí sim, você os anula corretamente. Das artes às ciências, passando pela filosofia, política e religião, várias personalidades da história mundial, durante algum período de sua infância e/ou vida adulta, tiveram o enfrentamento de adversidades. Ludwig Bethoven, musicista, compôs parte de suas obras-primas padecendo de surdez total; Stephen Hawking, físico, formulou sua teoria da cosmologia quântica após ser acometido por esclerose amiotrófica; Maomé, líder religioso, responsável pela fundação do Islamismo, teve origem humilde e...

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