Traição – parte I

Helio Felippe Quando estamos apaixonados por alguém, a última coisa que nos passará pela cabeça seria nos apaixonarmos por outra pessoa. Quando se mergulha num relacionamento mais forte, é absolutamente normal planejar a total fidelidade mútua. Passam-se os anos. O relacionamento se estabelece vira uma coisa bem diferente da que se imaginava. Pode ser apenas por isso, como pode ser por isso e por mais um monte de razões, mas acontece: de repente, alguém que tinha jurado amor eterno se apaixona por outra pessoa. E está criado um caso. Um caso dentro de um caso, o mais dentro de um famoso triângulo amoroso. Ter um caso é muito diferente de ceder a uma atração casual. Quer dure algumas semanas, meses ou até anos, ter um caso implica comprometer-se, tanto com a nova paixão quanto com a velha. Com a nova, você fixa encontros regulares, o relacionamento se aprofunda, pode virar amor. Modernamente, passou-se a encarar a situação de maneira diferente. Antigamente – e mesmo hoje, em muitas cabeças – ter um caso era só para o homem. Uma situação vista quase sempre com cinismo: o homem ter caso? sinal de virilidade; a mulher? pouca vergonha. Hoje muitos encaram a situação como resultado, também da busca muito humana de amor – que não exclui a busca igualmente humana da liberdade (no caso, buscar a realização do direito ao sexo e...

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