Mês: junho 2012

Amor Transferencial

Observações sobre o amor transferencial O amor que o paciente sente pelo analista como uma forma de reprimir acontecimentos passados desagradáveis. A paixão, o ódio, e outros sentimentos são algumas das possibilidades da transferência se manifestar. Podemos observar a transferência sob dois pontos de vista diferentes: o do analista e o do paciente. O analista deve reconhecer que o enamoramento é induzido pela situação analítica e não deve atribuí-lo aos encantos de sua própria pessoa. Para o paciente há duas saídas abandonar a análise ou aceitar a situação. A família tende a tirar o paciente da análise ao perceber seus sentimentos para com o analista, e Freud adverte de que a interrupção da análise levaria a continuidade da neurose. Outra advertência é a de que o analista não deve preparar o paciente para o aparecimento da transferência, pois é justamente a espontaneidade dos sentimentos que os tornam convincentes, e prepará-lo é privá-lo da espontaneidade. A transferência é também um trabalho da resistência, o paciente perde o interesse por qualquer outra coisa que não seja seu “amor” pelo analista. Se o paciente antes se mostrava disponível para o trabalho analítico, compreensão das interpretações do analista etc, agora a única coisa que lhe interessa são seus sentimentos. O fato de que a transferência surge com toda força na ocasião precisa em que se esta tentando levar o paciente a admitir ou...

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O Poder do Amor

A trama de Romeu e Julieta, primeira grande tragédia de William Shakespeare, é baseada em fatos ocorridos na própria cidade de Verona. Outros escritores, antes do bardo inglês, criaram enredos inspirados no destino dos dois jovens amantes que viveram um amor proibido de desfecho trágico devido à rivalidade das famílias Montechcchio (de Verona) e Capuleto (de Cremona). Eles viveram na Itália do século XVI, mas você poderia reconhecer traços de Romeu, ou de Julieta, em muitos jovens da cidade grande – desafiando leis e costumes para viver uma paixão proibida. Em outra trama Shakespeareana, Otelo – General mouro e nobre a serviço da República de Veneza. um homem de idade avançada, possuía caráter, atitudes e sentimentos nobres. Entretanto, era ingênuo, pois desconhecia a maldade humana e era incapaz de reconhecer a malícia nas pessoas. Otelo era fraco, ele não acreditou que seu amor era forte o suficiente, bastou que Iago insinuasse que Desdêmona o estava traindo para que ele acreditasse. Desdêmona – É uma jovem nobre, pretendida por vários jovens das melhores famílias da República, não só por sua beleza, mas também por seu rico dote. Ela era uma jovem tão tímida, de espírito tão sossegado e calmo, que corava de seus próprios anseios! Tais características ficam explicitas na atitude de seu pai, que ao saber que ela casou-se com o Mouro, atribuiu tal fato à bruxarias. Em uma...

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Anorexia nervosa

Sinônimos: anorexia, transtornos alimentares. O que é? Anorexia nervosa é um transtorno alimentar no qual a busca implacável por magreza leva a pessoa a recorrer a estratégias para perda de peso, ocasionando importante emagrecimento. As pessoas anoréxicas apresentam um medo intenso de engordar mesmo estando extremamente magras. Em 90% dos casos, acomete mulheres adolescentes e adultas jovens, na faixa de 12 a 20 anos. É uma doença com riscos clínicos, podendo levar à morte por desnutrição. O que se sente? Perda de peso em um curto espaço de tempo. Alimentação e preocupação com peso corporal tornam-se obsessões. Crença de que se está gordo, mesmo estando excessivamente magro. Parada do ciclo menstrual (amenorréia). Interesse exagerado por alimentos. Comer em segredo e mentir a respeito de comida. Depressão, ansiedade e irritabilidade. Exercícios físicos em excesso. Progressivo isolamento da família e amigos. Complicações médicas Desnutrição e desidratação. Hipotensão (diminuição da pressão arterial). Anemia. Redução da massa muscular. Intolerância ao frio. Motilidade gástrica diminuída. Amenorréia (parada do ciclo menstrual). Osteoporose (rarefação e fraqueza óssea). Infertilidade em casos crônicos. Maior propensão a infecções por comprometimento do sistema imunológico Quais são as causas? Não existe uma causa única para explicar o desenvolvimento da anorexia nervosa. Essa síndrome é considerada multideterminada por uma mescla de fatores biológicos, psicológicos, familiares e culturais. Alguns estudos chamam atenção que a extrema valorização da magreza e o preconceito com a...

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Do Bom e do Melhor

Leila Ferreira Estamos obcecados com “o melhor”. Não sei quando foi que começou essa mania, mas hoje só queremos saber do “melhor”. Tem que ser o melhor computador, o melhor carro, o melhor emprego, a melhor dieta, a melhor operadora de celular, o melhor tênis, o melhor vinho. Bom não basta. O ideal é ter o top de linha, aquele que deixa os outros pra trás e que nos distingue, nos faz sentir importantes, porque, afinal, estamos com “o melhor”. Isso até que outro “melhor” apareça – e é uma questão de dias ou de horas até isso acontecer. Novas marcas surgem a todo instante. Novas possibilidades também. E o que era melhor, de repente, nos parece superado, modesto, aquém do que podemos ter. O que acontece, quando só queremos o melhor, é que passamos a viver inquietos, numa espécie de insatisfação permanente, num eterno desassossego. Não desfrutamos do que temos ou conquistamos, porque estamos de olho no que falta conquistar ou ter. Cada comercial na TV nos convence de que merecemos ter mais do que temos. Cada artigo que lemos nos faz imaginar que os outros (ah, os outros…) estão vivendo melhor, comprando melhor, amando melhor, ganhando melhores salários. Aí a gente não relaxa, porque tem que correr atrás, de preferência com o melhor tênis. Não que a gente deva se acomodar ou se contentar sempre com menos....

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