Mês: agosto 2015

Abrindo o jogo da separação

Se para os protagonistas da história, adultos e amadurecidos, a separação é uma fase difícil, para os filhos do relacionamento, o papel de coadjuvantes também precisa de atenção extra e de muita conversa. O relacionamento está insustentável e o inevitável acontece. Sim, o casal que pensou que ia ser “feliz para sempre” resolve se separar. Se o momento não é fácil para eles, adultos e amadurecidos, imagina para os seres que foram gerados dessa união. E mais cedo ou mais tarde, eles terão que ser avisados do acontecimento, se é que eles já não perceberam o clima. Pois é...

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A psicopatia das torcidas

Não desejo aqui ser teórico, técnico e nem passional. A verdade está aí para todos verem, mas vejam em outra emissora que não seja a Rede Globo! Ontem, começando pela incompetência dos organizadores do jogo, numa quase decisão entre Atlético Paranaense e Vasco da Gama, torcedores de ambos os times se digladiaram de forma presumida e já anunciada. Qual era o limite para isso acontecer? Simplesmente uma corda de isolamento!! Seria simples e poder-se-ia usar até uma linha riscado no chão para a divisão das torcidas, se lá não houvessem marginais anencéfalos e psicopatas. Quem torce, torce para seu time independente do resultado, torce com o coração, com emoção e não com os músculos. Sinceramente, não tenho pena daqueles que sofreram ataques e que estão hospitalizados. Estavam ali porque queriam estar na linha de frente, no enfrentamento, são sem dúvidas também protagonistas dessa barbárie. Diferente do torcedor Kevin Beltran do San José atingido por um sinalizador vindo da torcida do Corinthians lá na Bolívia. Este, nada tinha a ver com rivalidade entre torcidas, estava ali simplesmente para ver o seu time, acabou perdendo a vida. Até quando será permitida a entrada de vândalos triangulados nas academias, com os corpos pichados assim como o fazem nos muros das cidades, sem cultura, sem leitura, sem equilíbrio. Onde estão os pais? Será que estão sofrendo por ter filhos dessa natureza marginal, assassina?...

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A dor que dói demais

Trancar o dedo numa porta dói. Bater com o queixo no chão dói. Torcer o tornozelo dói. Um tapa, um soco, um pontapé, doem. Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim. Mas o que mais dói é saudade. Saudade de um irmão que mora longe. Saudade de uma cachoeira da infância. Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais. Saudade do pai que já morreu. Saudade de um amigo imaginário que nunca existiu. Saudade de uma cidade. Saudade da gente mesmo, quando se tinha mais audácia e menos cabelos brancos. Doem essas saudades todas. Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama. Saudade da pele, do cheiro, dos beijos. Saudade da presença, e até da ausência consentida. Você podia ficar na sala e ele no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá. Você podia ir para o aeroporto e ele para o dentista, mas sabiam-se onde. Você podia ficar o dia sem vê-lo, ele o dia sem vê-la, mas sabiam-se amanhã. Mas quando o amor de um acaba, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter. Saudade é não saber. Não saber mais se ele continua se gripando no inverno. Não saber mais se ela continua clareando o cabelo. Não saber se ele ainda usa a camisa que...

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