Mês: outubro 2015

Sim, elas podem ser cruéis

Um tabu impede que se discuta a maldade infantil. Mas ela existe. E pode esconder transtornos graves Aos 7 anos, T. convenceu seus pais, profissionais liberais de Belo Horizonte, a demitir duas empregadas domésticas. O motivo alegado: elas batiam nele. As duas negaram as agressões, mas o menino chegou a apresentar uma marca roxa no braço. Um ano depois, nova queixa sobre outra empregada. Revoltado, o casal decidiu colocar câmeras escondidas. O que viram foi uma surpresa: T. era o agressor, com pontapés e atirando brinquedos. No fim de uma semana, perguntaram se a empregada havia batido nele novamente. Choroso, T. respondeu que havia sido surrado na cozinha – onde as imagens não mostravam nada. Diante das sucessivas mentiras, foi castigado. Três anos depois, reincidiu. Com os pais já separados, adquiriu o costume de tirar dinheiro da carteira dos dois, dizendo ao pai que era a mesada da mãe, e vice-versa. Os pais só descobriram a farsa durante uma discussão sobre dinheiro. Pouco antes, uma empregada fora mandada embora da casa da mãe depois do sumiço de R$ 50. T. disse que a vira pegar a nota. Diante disso, os pais concluíram que o menino precisava de tratamento. Poucas sessões depois, o diagnóstico foi duro: ele apresentava o chamado transtorno de conduta, nome formal para a velha “índole ruim”. “Não é fácil a sociedade aceitar a maldade infantil, mas...

Leia mais

O Lado “B”: Um Grande Sucesso

LADO B: UM GRANDE SUCESSO Quando se fala em sexo anal, medo, pudor e constrangimento é o que se passa pela cabeça de muitas mulheres. No entanto, antes dessas sensações, o que vem mesmo com toda força, embora com carinho, é a curiosidade. Tabu da nossa cultura, mas curiosa e inegável preferência de muitos homens, o chamado sexo pelo lado B ainda é um mistério para a sexualidade feminina. Quem pensa que o sexo anal foi invenção de homem que não se dava por satisfeito com vias ditas tradicionais do amor, se engana. Entre os bichos, ele também foi descoberto como fonte de prazer. Os símios, animais africanos que, na linha evolutiva, estão entre o homem e o macaco, são, machos e fêmeas, adeptos da prática. E, se recorrermos às pesquisas históricas, vamos descobrir que o sexo em marcha ré também é uma prática de muitos e muitos anos (sem trocadilhos, por favor). Em 2000, paleontólogos e historiadores descobriram, em geleiras chinesas, uma múmia de um homem, datada de mais de 2.300 anos, com vestígios de sêmen em sua região anal. Em gravuras egípcias, também são muitas as cenas que relatam a prática, comum ainda na Grécia antiga, graças à difusão da homossexualidade. Em Roma, por exemplo, o noivo, em respeito à mulher, podia se abster de tirar-lhe a virgindade na noite de núpcias, que, caso isso ocorresse, seguia...

Leia mais

Você é o Sucesso

Guias de Autoajuda, Frases Motivadoras, Pensamentos Inspiradores, Livros de Receita e “correntes”, apresentações e mais textos filosóficos por e-mail… Onde estarão as respostas que todos procuramos, principalmente nos dias agitados, competitivos e estressantes do Século XXI? Será que o Bob Dylan é que tem razão: “A resposta, meu amigo, está soprando no vento”? Frase da mais célebre canção do compositor – Blowin’ In The Wind. “Você é Insubstituível”, “Como Deve Ser Bom Ser Você”, “O Sentido da Vida”, “Dez Maneiras de Aumentar Sua Autoestima”, “1001 Maneiras de Ser Feliz”. A lista é infindável, títulos e mais títulos dentre os mais vendidos da semana, e ainda assim, Prozac e outros antidepressivos batem recordes de vendas em todo mundo. O que está errado com a autoajuda e as receitas de Felicidade? Será que a massificação das sugestões e receitas pode atender a individualidade de cada um de nós? Aparentemente, não existe uma resposta tipo “tamanho único” que sirva a todos tamanhos e gostos. Não sugiro que todas essas publicações sejam lançadas na fogueira da inquisição, em nome da intelectualidade arrogante ou do ceticismo desesperado. Também não posso recomendar nenhuma delas como a cura certa e definitiva para os males da autoestima, da desilusão com as pessoas, de sonhos frustrados, de sentimentos de impotência na luta pela sobrevivência no mercado de trabalho ou em tarefas corriqueiras. Cada um tem que encontrar a...

Leia mais

Homem Cafajeste

  No começo, ele é divertido, boa praça, bom papo e adora brincar com a palavra para dizer algo carinhoso. O efeito disso tudo? Uma primeira impressão ótima na mulher, um encantamento rápido e imediato sobre ele que pode produzir uma paixão em pouco tempo. Aos poucos, ele evita falar de paixão, diz que tem medo de se apaixonar e um ‘eu te amo’ da boca dele é algo raro. Pronto: você se apaixonou por um legítimo cafajeste! O cafajeste não é um lobo mau como se pensa, mas uma pessoa que gosta de viver intensamente aquilo que quer. Esse comportamento intenso implica numa verdade superficial em relação às atitudes que engana os olhos de quem vê. Mas não há uma característica inicial que possa diferenciar um cara legal do cafajeste. Caso contrário, nenhuma mulher cairia no ‘conto do vigário’. O cafajeste será percebido no médio e longo prazo, pois ele será mais ausente, vazio nas promessas, oscilando nas atitudes e sendo bem raso naquilo que faz. Um perfil de mulher que costuma ser alvo dos homens cafajestes é aquela que se imagina sendo capaz de mudar o jeito de outra pessoa. Tem também a mulher ingênua e carente que acredita em tudo sem notar as contradições e prefere embarcar numa história duvidosa entrando de cabeça sem se assegurar do rumo que o falso relacionamento está tomando. O tipo...

Leia mais

O Silêncio entre os Casais

  Muitos casais permanecem juntos vivendo vidas separadas por um silêncio insuportável. Será que esta incomunicabilidade dentro de casa é intransponível? Quando o silêncio se instala entre o casal, as esperanças e os projetos de vida do início do romance cedem lugar a uma triste e desgastada solidão a dois. Por mais que se queira, tudo o que não é dito não fica claro pode ser traduzido em diversos significados. “A falta de comunicação entre pessoas que moram juntas é uma situação bastante comum”, diz a terapeuta Virgínia Cavalcanti. Não são poucas as ocasiões em que recebo clientes no meu consultório, homens e mulheres que há anos não conversam com parceiros com quem vivem sob o mesmo teto, a não ser sobre o indispensável. As queixas de ambos os lados são as mesmas. “Ele(a) não me escuta, nem adianta eu falar”. “Quando chega a hora de voltar pra casa é um inferno, fico fazendo hora na rua”, e assim por diante. Por força da sua própria natureza, o silêncio dá margem a infinitas interpretações. O que fazer? Se você está vivendo uma situação de falta de diálogo, procure identificar as causas da falta de comunicação do parceiro ou sua. Ajudará muito a dissolver o gelo e chegar a um entendimento. Veja aqui algumas das razões que, frequentemente, se encontram por trás do silêncio passageiro ou constante. O silêncio culpado:...

Leia mais
  • 1
  • 2