Mês: outubro 2015

Regras para Viver Bem

  1. Desista da sua necessidade de estar sempre certo. Há tantos de nós que não podem suportar a ideia de estarem errados – querem ter sempre razão – mesmo correndo o risco de acabar com grandes relacionamentos ou causar estresse e dor, para nós e para os outros. E não vale a pena, mesmo. Sempre que você sentir essa necessidade “urgente” de começar uma briga sobre quem está certo e quem está errado, pergunte a si mesmo: “Eu prefiro estar certo ou ser gentil?” (Wayne Dyer) Que diferença fará? Seu ego é mesmo tão grande assim? 2. Desista da sua necessidade de controle. Estar disposto a abandonar a sua necessidade de estar sempre no controle de tudo o que acontece a você e ao seu redor – situações, eventos, pessoas, etc. Sendo eles entes queridos, colegas de trabalho ou apenas estranhos que você conheceu na rua – deixe que eles sejam. Deixe que tudo e todos sejam exatamente o que são e você verá como isso irá o fazer se sentir melhor. “Ao abrir mão, tudo é feito. O mundo é ganho por quem se desapega, mas é necessário você tentar e tentar. O mundo está além da vitória.” Lao Tzu 3. Pare de culpar os outros. Desista desse desejo de culpar as outras pessoas pelo que você tem ou não, pelo que você sente ou deixa de...

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Afetos e Limites

Crianças de hoje não conseguem imaginar como os seus avós viviam sem fax, telefone celular, internet. Os recursos tecnológicos e os canais de comunicação mostram extraordinárias transformações, mas grande parte dos dilemas e queixas entre as gerações permanece. Quartos desorganizados, objetos deixados por toda a casa, brigas entre irmãos e desobediência são queixas apontadas pelos pais, a pelo menos três décadas. Homens e mulheres somam ao estresse da profissão, as preocupações com baixo rendimento escolar dos filhos, uso de drogas, conduta agressiva, consumismo e exigência de bens materiais. Pais, professores, empresários, gerentes e trabalhadores vivem conflitos nas relações de trabalho, medo de perder emprego, insegurança nos processos de mudança. E como se não bastasse, vivem os dilemas da educação dos filhos. Amigos dos filhos invadem a casa sem sequer cumprimentar. Muitos pais ficam indignados quando os adolescentes saem para as festas no horário em que os pais retornam para casa. Os professores, por sua vez, queixam-se da indisciplina, das notas baixas, do desinteresse pelas aulas. Muitos alunos ainda jogam lixo pela sala, deixam banheiros imundos, não sabem pedir desculpas nem cumprimentar. Na classe média instalou-se um forte consumismo e os adolescentes só se sentem aceitos no seu grupo de referência quando vestem roupas “de marca”, compram tênis do momento. Com a entrada da mulher no mercado de trabalho, as crianças ficam cada vez mais sozinhas e os pais tentam...

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Mãe, onde dormem as pessoas marrons?

“Mãe, onde dormem as pessoas marrons?”. A pergunta de uma criança denuncia a vida entre muros do condomínio chamado Brasil Eliane Brum*, El País Uma amiga me conta, na volta de uma viagem a Paris com a família. “Só quando estava lá é que percebi que minha filha estava, literalmente, andando na rua pela primeira vez”. A menina tem quatro anos. Classe média. Mora em São Paulo, num condomínio fechado. Do condomínio, vai de carro para a escola privada. Da escola privada volta para casa. No fim de semana, fica dentro do seu condomínio ou vai para outros condomínios, de casas ou prédios, cercados por muros ou grades, com guaritas e porteiros. Ou vai a shoppings, onde chega pelo estacionamento, de onde sai pelo estacionamento. Desloca-se apenas de carro, bem presa na cadeirinha, protegida atrás de janelas fechadas, vidros escurecidos com insulfilm. De muro em muro, a criança passou os primeiros quatro anos de vida sem pisar na rua, a não ser por breves e arriscados instantes. E apenas quando a rua não pôde ser evitada. E apenas como percurso rápido, temeroso, entre um muro e outro. A cidade é uma paisagem do outro lado do vidro, uma paisagem que ela espia mas não toca. O fora, o lado exterior, é uma ameaça. O outro é aquele com quem ela não pode conviver, tanto que não deve nem enxergá-la....

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