Mês: Fevereiro 2017

Psicologia Cristã Sr. Prefeito?

  NOTA DE ESCLARECIMENTO DO CRP-RJ SOBRE TITULAÇÃO EM “PSICOLOGIA CRISTÔ O CRP-RJ está acompanhando com preocupação a proliferação de casos de profissionais que afirmam praticar “Psicologia Cristã”, fato que ganhou notoriedade após a nomeação do novo secretário municipal da Casa Civil da Prefeitura do Rio de Janeiro, autointitulado “psicólogo cristão”. Diante disso, o CRP-RJ, autarquia federal responsável por orientar, fiscalizar e disciplinar o exercício profissional da Psicologia no estado do Rio de Janeiro, vem a público prestar alguns esclarecimentos que se fazem necessários. Em primeiro lugar, é importante lembrar que, para se intitular psicóloga (o) e exercer legalmente a Psicologia, a (o) profissional deve ser diplomada (o) em instituição de Ensino Superior reconhecida pelo MEC e devidamente registrada (o) junto ao CRP, conforme estabelecem as leis 4119, de 1962, e 5.766, de 1971. Em segundo, cabe destacar que a Psicologia engloba uma formação generalista e que, dentro dessa formação, o Conselho Federal de Psicologia reconhece 12 especialidades, técnica e cientificamente validadas, não figurando nessa lista a dita “Psicologia Cristã”. Por fim, mas não menos importante, ressalta-se que a Psicologia, como ciência e profissão, é laica e deve estar eticamente comprometida com o respeito à liberdade de crença / não-crença do sujeito. Afirmar a laicidade como princípio ético da Psicologia não significa desqualificar a importância da religiosidade e da espiritualidade para o sujeito. Pelo contrário, a Psicologia, como profissão...

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Seja livre, conquiste o que quiser

“O cenário é mais ou menos esse: amigo formado em comércio exterior que resolveu largar tudo para trabalhar num hostel em Morro de São Paulo, amigo com cargo fantástico em empresa multinacional que resolveu pedir as contas porque descobriu que só quer fazer hamburger, amiga advogada que jogou escritório, carrão e namoro longo pro alto para voltar a ser estudante, solteira e andar de metrô fora do Brasil, amiga executiva de um grande grupo de empresas que ficou radiante por ser mandada embora dizendo “finalmente vou aprender a surfar”. Você pode me dizer “ah, mas quero ver quanto tempo eles vão aguentar sem ganhar bem, sem pedir dinheiro para os pais.”. Nada disso. A onda é outra. Venderam o carro, dividem apartamento com mais 3 amigos, abriram mão dos luxos, não ligam de viver com dinheiro contadinho. O que eles não podiam mais aguentar era a infelicidade. Engraçado pensar que o modelo de sucesso da geração dos nossos avós era uma família bem estruturada. Um bom casamento, filhos bem criados, comida na mesa, lençóis limpinhos. Ainda não havia tanta guerra de ego no trabalho, tantas metas inatingíveis de dinheiro. Pessoa bem sucedida era aquela que tinha uma família que deu certo. E assim nossos avós criaram os nossos pais: esperando que eles cumprissem essa grande meta de sucesso, que era formar uma família sólida. E claro, deu tudo errado....

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