Mês: Abril 2017

O Sexo entre os Idosos

Ao contrário do que muita gente pensa, as pessoas na “terceira idade” tem vida sexual ativa. Segundo uma pesquisa britânica publicada em janeiro de 2015 no Archives of Sexual Behavior, mais da metade dos homens e quase um terço das mulheres com mais de 70 anos têm vida sexual ativa. A sexualidade, nos homens pesa mais no quesito idade por conta da disfunção erétil ter alta incidência em homens acima dos 60 anos. A ereção conta muito e, com a idade, há um enfraquecimento muscular e circulatório dos músculos do assoalho pélvico masculino. Já no caso das mulheres, o principal fator é a falta de desejo e a pouca lubrificação vaginal que, na maioria das vezes, têm origem no enfraquecimento muscular, assim como ocorre nos homens. Mas ainda assim as mulheres conseguem manter relações sexuais, algo diferente dos homens se houver disfunção erétil. Ambos enfrentam seus medos: elas, do ressecamento vaginal, próprio do climatério – fase de transição da vida da mulher entre o período reprodutivo e não reprodutivo, e eles, da temida impotência. A diferença é que as mulheres, nesta faixa etária, convivem melhor com a falta de sexo do que os homens. Para eles, que agora fazem parte da geração “Viagra”, o sexo sempre será importante, mesmo que a frequência diminua. Sexo sempre passa diariamente pela cabeça deles. Não é que para elas não seja importante também, mas...

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O Sexo faz bem ao Coração

  Tem muita gente que acha que ter relações é só algo divertido e gostoso. Mas não. Se existem, é porque alguma função elas devem cumprir para além da simples procriação. Por diferentes motivos algumas pessoas tentam reprimir seu desejo sexual e proíbem a si mesmas de fazer aquilo que desejam. Outras têm mais facilidade em se expressar e não hesitam em viver o momento ao máximo quando a oportunidade surge. Em todo caso, quando passa muito tempo e não temos uma experiência sexual satisfatória, nossos desejos reprimidos podem se tornar mais evidentes a partir de certos comportamentos ou sinais. O que significa que a não ter relações é algo que pode afetar as pessoas tanto física quanto psicológicas. O que passa é que ter relações é como comer e respirar, ou seja, são necessidades fisiológicas. Quando o corpo está necessitado de relações, ele emite alguns sinais: Falta de sono: uma pessoa acostumada a ter relações e que sofre uma parada repentina, pode ter certeza que o corpo irá sentir os efeitos. E o que irá acontecer é uma grande dificuldade para dormir. Quanto se tem relações, é liberado o hormônio ocitocina, que é responsável por causar um relaxamento e induzir ao sono. Sem o tal hormônio vai ser difícil dormir; Mau humor e estresse: você pode achar que não tem nada a ver, mas se você anda mal humorado, estressado, nervoso com qualquer coisa,...

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A lenda da Baleia Azul – ou como uma notícia falsa traduz um perigo real

A notícia da onda de suicídios causados pelo jogo Baleia Azul é falsa. Mas serve de alerta. “Era uma vez um povo sedento informação. As pessoas eram curiosas e adoravam falar umas sobre as outras. Certo dia surgiu um ser muito poderoso, que sabia de todas as coisas, estava em todos os lugares, e dava todas as respostas. A única coisa que ele pedia em troca era dedicação total. A empolgação foi geral – todo mundo se tornou discípulo e seguidor, continuamente entregando ofertas de tempo e atenção. Até que um dia chegou a mensagem terrível: o tempo gasto com o oráculo seria descontado da vida das crianças. As pessoas entraram em pânico, mas era tarde demais. Pois enquanto os adultos deixavam de dar atenção aos filhos, dedicando-se ao oráculo, as próprias crianças e adolescentes se haviam se tornado devotos, e agora voluntariamente se entregariam em sacrifício. A única solução foi os pais voltarem a dedicar mais tempo para seus filhos, livrando-os de tão trágico destino.” Chamemos essa historinha de a lenda da Baleia Azul. Esse é nome de um jogo em uma rede social russa que causou pânico global ao se noticiar que ele estava levando os jovens ao suicídio. Trata-se de um boato, surgido pela interpretação distorcida de uma notícia antiga, de um ano atrás, que voltou às manchetes depois de repercutir na imprensa inglesa. O jogo consiste numa...

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Simplesmente Viver

Que honremos o fato de ter nascido, e que saibamos desde cedo que não basta rezar um Pai Nosso para quitar as falhas que cometemos diariamente. Essa é uma forma preguiçosa de ser bom. O sagrado está na nossa essência, e se manifesta em nossos atos de boa fé e generosidade, frutos de uma percepção profunda do universo, e não de ocasião. Se não estamos focados no bem, nossa aclamada religiosidade perde o sentido. Que se perceba que quando estamos dançando, festejando, namorando, brindando, abraçando, sorrindo e fazendo graça, estamos homenageando a vida, e não a maculando. Que sejam muitos esses momentos de comemoração e alegria compartilhados, pois atraem a melhor das energias. Sentir-se alegre não deveria causar desconfiança, o espírito leve só enriquece o ser humano, pois é condição primordial para fazer feliz a quem nos rodeia. Que estejamos abertos, se não escancaradamente, ao menos de forma a possibilitar uma entrada de luz pelas frestas – que nunca estejamos lacrados para receber o que a vida traz. Novidade não é sinônimo de invasão, deturpação ou violência. Acreditemos que o novo é elemento de reflexão: merece ser avaliado sem preconceito ou censura prévia. Que tenhamos com a morte uma relação amistosa, já que ela não é apenas portadora de más notícias. Ela também ensina que não vale a pena se desgastar com pequenas coisas, pois no período de mais...

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O Sociopata, Nosso Vizinho

Na semana passada, cheguei de volta a São Paulo vindo de Nova York. Todos de pé nos corredores da aeronave, esperávamos a abertura das portas. Eis que um jovem, que estava atrás de mim, disse, num inglês duvidoso, “Excuse me” e tentou me ultrapassar, para ele (só ele) avançar na fila. Fiz notar ao jovem que todos estávamos parados e indo para o mesmo lugar. Minha observação não produziu nele nenhuma vergonha: empurrou e se insinuou na minha frente, para repetir a mesma manobra com outros passageiros. Comentei com minha companheira: “É incrível como existem sociopatas”. Justiça divina: na fila da alfândega, o jovem estava bem atrás da gente. Resta explicar meu “diagnóstico”. Sumariamente, o quadro da sociopatia (ou psicopatia, como dizia a psiquiatria clássica) é o seguinte: incapacidade de se conformar às normas sociais, aptidão para enganar e manipular, falta de preocupação com os outros, falta de remorso e de sentimento de responsabilidade. Ocasionalmente, qualquer um é capaz de comportamentos desse tipo. Mas o sociopata os adota como sua única maneira de ser e de se relacionar com o mundo: ele se impõe na vida desrespeitando os outros e as normas coletivas sem sentir culpa alguma. Os sociopatas não são necessariamente criminosos, e nem todos os criminosos são sociopatas. O membro de uma gangue pode agir como um sociopata entre nós, mas sentir-se responsável pela segurança dos outros...

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