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A Bíblia diz que o filho indisciplinado envergonha a sua mãe. Isso é pura verdade!

Quem de nós já não viu um “showzinho” de alguma criança, diante da vergonha de seus pais. Recentemente fui a um restaurante e pude presenciar uma cena patética: uma pequena criatura do sexo masculino fazendo um enorme escândalo para se sentar à mesa. Foi ridículo! A mãe falando de um lado, o pai falando do outro, a platéia assistindo e a criança (entregue a si mesma) dominando tudo e todos. Naquele momento pensei: “Como pode uma criança tão pequena dominar os adultos”. Logo a resposta me veio à mente: “Os pais são omissos ao disciplinar o filho”. Isto é, os pais ainda não mostraram para a criança quem é que manda!

Preste atenção! Não estou defendendo o espancamento (de jeito nenhum!), muito menos a violência doméstica (tão triste nos nossos dias). O que eu estou dizendo é que os pais devem deixar bem claro para seus filhos (principalmente os pequenos), que eles devem obedecer.

Em algumas tenras idades não adianta discutir com a criança. Realmente não sei o que era mais ridículo, se era o escândalo do menino ou a atitude da mãe tentando “discutir” o assunto com a criança como se ela fosse entender o apelo da mãe. “Sabe filhinho, você precisa se sentar ao lado do papai para ele poder colocar comida na sua boquinha, pois você ainda é muito pequenininho para se alimentar sozinho. Vai benzinho, colabora com a mamãe!”.

As crianças devem aprender desde cedo que os pais têm autoridade sobre elas e quando eles disserem senta, elas devem se sentar! Ou porque entendem o apelo paterno (tomara!) ou porque entendem que se não obedecerem, “entrarão no chinelo” quando chegar em casa. Faça o que fizer, não deixe a criança entregue a si mesma…

Vou repetir mais uma vez, disciplinar não implica em espancar e sim em ensinar à criança a autoridade dos pais.

Aliás, não se deve disciplinar (“bater”) com raiva ou com desejo de vingança. A disciplina de filhos é um ato de amor. Os filhos precisam aprender que determinados comportamentos são prejudiciais para eles mesmos. Uma criança que faz o que quer desde pequena quase sempre se transforma num adulto insuportável.

Quando disciplinamos os nossos filhos não nos alegramos com a dor deles (pelas palmadas). Ficamos tristes com a necessidade de tomar essa atitude, mas entendemos que o melhor para eles é compreenderem desde cedo o que é “certo ou errado”. Ocorre que muitas vezes os nossos pequenos só reconhecem o que é errado ou mesmo perigoso para eles quando fazem ligação entre a atitude e o “chinelo”. A dor das palmadas tem efeito didático muito maior que o diálogo (é claro que eu estou me referindo a crianças pequenas).

Lembra quando você era criança, quantas palmadas “benditas” você levou?

Quem não disciplina o seu filho corre o risco de prejudicar o seu futuro.

Lembro-me agora que uma viagem que fiz. Estávamos todos numa Van para fazermos o citytour. Na minha frente havia um casal muito elegante acompanhado de uma babá e de uma pequena criatura do sexo feminino.

De cara estranhei o fato da mulher dar seguidas “duras” no marido e ele continuar pasmado. Mas o que mais me impressionou mesmo foi o comportamento da menina. Quando chegamos a um determinado local a filha não queria entrar na Van para prosseguirmos a viagem.

Nunca mais me esquecerei! Todos esperando dentro da Van enquanto a mãe tenta convencer a filha. “Benzinho entra no carro!”. “Florzinha da mamãe, entra no carro” E a menina esperneava, xingava e não entrava. Sabe quando ela entrou? Quando a mãe prometeu vários presentes para ela.

Isso é ridículo! Se a mãe não tem autoridade sobre a própria filha, quem é que vai ter então?

Nós amamos os nossos filhos, eles são preciosos presentes de Deus. Foram entregues a nós como diamantes brutos que precisam ser lapidados para serem úteis e felizes…

 

Luís Eduardo Machado

Obs.: Os grifos são meus.