Ei cara! Sim, você que tanto maltrata ou maltratou uma mulher!
Você por acaso sabe as consequências disso? Você sabe no que ela sofre? Pois é meu caro, ela está trancada, restrita, vivendo apertada com seus próprios pensamentos, seus problemas internos causados pelo tratamento inadequado que recebeu.

São inúmeros casos de mulheres que hoje, perderam a capacidade de amar pela vida que tiveram, ou não tiveram, eis a questão!

Homens são egoístas, tiram uma mulher, menina, às vezes, do seio familiar, usam-na como objeto de seus desejos e logo passam a maltrata-la, como se nada significassem.

Inúmeras mulheres perdem a capacidade de amar, de se entregar, tornam-se apagadas, perdem a auto estima. Muitas vezes a saída é a loucura, outras vezes, engajam-se em movimentos feministas com a finalidade de neutralizar o horror, as atrocidades sofridas dentro de um relacionamento.

Ei, você aí, camarada! Você sabia disso?
Pois bem, isso existe! Chama-se Androfobia! São inúmeras as mulheres portadoras do medo de homens. Medo do que possa acontecer novamente.

Mulheres são delicadas, são pétalas que ao simples toque podem murchar, cair. Mulheres são aquelas que dão o fruto, que geram o ser, que carregam em seu ventre novas vidas, que constroem gente.

Você já pensou nisso quando gritou ou bateu em uma mulher?
Imagino que não!

Homens são “bichos escrotos” que repetem padrões desde a infância, acompanhando seus pais, seus avós nos tratamentos inadequados às mulheres, como irmãs, mães e esposas.

Se for preciso dizer mais alguma coisa, ouçam depoimentos de quem já sofreu maus tratos, abusos, violência doméstica. É de chorar!

O machismo, decorrente de uma sociedade patriarcal, é um conjunto de opiniões e atitudes que discriminam ou recusam a ideia de igualdade entre homens e mulheres, cedendo privilégio aos primeiros. Mesmo com a evolução do papel da mulher, ele continua arraigado e mantido pelo discurso social. Diariamente.

Situações que podem parecer banais, às vezes vêm carregadas de machismo, assim como afirma a psicóloga Mary Scabora, coordenadora do Projeto Integra-Ação: “Esse é um comportamento que foi construído e legitimado ao longo da história. Muitas vezes as pessoas são machistas automaticamente sem nem perceber ou pensar nos efeitos. Seja se expressando por meio de piadas preconceituosas, discriminadoras ou desqualificando e desconsiderando a mulher por sua vida sexual, pela roupa que usa ou pelo comportamento. É uma herança cultural. Ninguém nasce machista, aprende a ser machista”.

Felizmente algo está acontecendo para mudar esse quadro. É claro que ainda falta muito, mas o entendimento do Divino Feminino é um grito pelo direito das mulheres e pelo fim do patriarcado. Tantos séculos sendo violado e cheio de rótulos como: vagabunda, prostituta, traidora, entre outros, e pelo que ainda sofrem, os homens precisam se unir em favor desse Feminino Sagrado, para o benefício de todos. As mulheres por sua vez, precisam parar de teorizar, precisam reformular o pensamento sobre elas mesmo, afim de justificar todo esse movimento de libertação. Precisam mudar a concepção de valores e identidade de uma realidade sofrida e tosca.

E aí cara, você está entendendo? Você entende o que é sistema filosófico, político, psicológico, social, médico e que serve quase que exclusivamente ao homem? Se não, precisa entender e também querer mudar, juntar as polaridades masculina e feminina para melhorar a qualidade de vida e parar de reclamar e colocar a culpa nas mulheres. Parar de dizer: “isso é coisa de mulher”, mudar o discurso e entender que “isso é coisa do ser humano”. Na medida em que você entende isso, estará dignificando e honrando também o seu Masculino Sagrado, integrando-se como ser social, beneficiando a atual e as futuras gerações, independentes de gênero.

E então camarada? Pronto para mudanças?