O termo “narcisismo” vem do mito grego de Narciso, um bonito jovem e indiferente ao amor que ao se ver refletido na água apaixonou-se pela própria imagem refletida.

Diz o mito grego que Narciso era uma criança tão linda e admirada que sua mãe, Liríope, preocupada com esse excesso, levou-o até o sábio Tirésias. Ele lhe disse que o menino só teria uma vida longa se jamais visse a própria imagem. Por muito tempo essas palavras pareceram destituídas de sentido, mas os acontecimentos que se desenrolaram mostraram seu acerto. Na adolescência, Narciso era um jovem belíssimo, mas muito soberbo. Ao passear certo dia pelo campo, a jovem Eco o viu e se apaixonou por ele, mas o rapaz a repeliu. Um dia, cansado, Narciso dirigiu-se a uma fonte de águas límpidas. Eis então que a profecia se realiza: ao ver-se refletido no espelho das águas, enlouqueceu de amor pelo próprio reflexo. Embevecido, não tinha olhos nem ouvidos para mais nada: não comia ou dormia. Em vão, Eco suplicava seu olhar. Mas Narciso só olhava para si. Apaixonado, ensimesmado, busca para aplacar sua dor um outro que, sendo ele mesmo, não lhe responde. Realiza-se, então, seu destino: mergulha no espelho d´água e desaparece no encontro impossível.

No final do século XIX, Freud  introduziu esse termo na psiquiatria para descrever uma forma de sexualidade baseada no próprio corpo do indivíduo. Ele  acreditava que o narcisismo existe quando a libido está direcionada para si próprio.

Um dos conceitos mais importantes de sua teoria – o narcisismo, foi apresentado por Freud em 1909 como uma fase do desenvolvimento humano. Num primeiro momento, auto erótico, do prazer centrado no próprio corpo e num segundo momento, um reconhecimento e a busca do amor em outros objetos – diferentes de si. No instante dessa passagem,  cheia de inquietações já que implica a saída da gratificação por aquilo que é efeito apenas da própria imagem – “Narciso só reconhece o que é espelho” – para a realização de uma das conquistas mais importantes da cultura: a possibilidade de viver, aceitar e trabalhar  e, portanto, com as diferenças.

A valorização da imagem e do sucesso a qualquer custo reduz a tolerância das mínimas divergências – o que Freud chamou de narcisismo das pequenas diferenças – e acirra os conflitos, seja nas pequenas discordâncias do cotidiano ou nos grandes conflitos bélicos. Se o outro não me satisfaz, se não é espelho daquilo que almejo, se tenta opor-se às minhas vontades e ameaça minha autoestima, eu o aniquilo. O terreno é propício para preconceitos, fanatismos e violência.

A tragédia vivida por Narciso não nos abandona. Deixa sempre restos que nos fazem seguir pela vida sempre em busca daquilo que éramos, sempre numa busca incessante de elogios, olhares aprovadores, certezas, uma infância perdida…

O  ESPELHO É O MELHOR AMIGO DO NARCISISTA, JÁ QUE SÓ MOSTRA O QUE ELE QUER VER.

Pode ser difícil de conviver com ele, porque se não fazem o que ele quer, é provável que ele fique com raiva. Essa é a explicação curta do egoísmo humano.

Surdez com o que os outros sentem, querem ou pensam. O que ela quer, sente, pensa ou acredita é tudo que importa, ela não se leva a sério o que você diz, especialmente quando se é diferente dos próprios pensamentos ou preferências dela.

Não se pode discutir, eles nunca param de falar, até você se ver convencido pelo tal. Se você disser algo que é uma boa idéia, não espere o crédito de um egoísta. É provável até que ele diga a sua própria ideia a alguém dizendo que foi ele que bolou tudo.

É tudo sobre mim. “Eu sei mais, eu sou mais esperto e estou sempre certo, eu faço mais do que falar e falo principalmente sobre mim.”

É por isso que ocupam a maior parte do tempo em conversas. E quando você vai falar, ela vira às costas ou não está nem aí. A dificuldade surge quando o que eles querem é contrário ao que você quer. Então, é tudo sobre eles. Os seus desejos, suas necessidades, não tem importância.

As regras são para os outros, elas não se aplicam a eles. Criticam os outros, no entanto,repetem as mesmas coisas, como se fosse uma originada por eles.

Não respeitam as leis no transito, sonegam impostos e ignoraram as regras que ficam seu caminho, somente para fazer o que ele quer.

O egoísta muitas vezes se dizem como especiais, como acima dos outros, de modo que as regras não se aplicam a eles.

Egoísta acham que tudo é sobre eles, então se você tentar dizer algo sobre um sentimento como tristeza ou ansiedade que você tem experimentado ultimamente, ele vai achar que algo tem haver com a sua pessoa e vai querer discutir.

Eles são mais propensos a reagir com irritação do que compaixão, porque o foco deveria ser sobre eles, e não em outros.

Quando temos surpresas, é sempre culpa sua. “Eu não posso esperar para pedir desculpas ou admitir a culpa. Eu estou acima dos outros e acima de qualquer suspeita.” Falta de vontade de assumir a responsabilidade por erros anda de mãos dadas com eles.

Se ele esta com raiva, a culpa é sua. “Você me fez louco. Eu só estou com raiva, por causa de você!” Mais uma vez, culpar os outros é um meio de sustentar a autoestima de um.

É muito difícil um narcísico/egoísta se ver como tal. Portanto, exercite bastante esses pontos acima e veja o que você tem em comum. Não necessariamente terá de apresentar todos juntos, basta que pontue pelo menos três desses comportamentos e já se pode considerar uma egoísta. Ele, ou ela, tanto faz.